José Castelo Branco, Prozis e Prós



Confesso que não sou pessoa de consumir redes sociais, não porque me acho superior ou alguma coisa do género, apenas porque acho que é uma perda de tempo e energia enorme. E porque se joga um jogo, na maior parte dos casos, que não me agrada. Tudo parece estar bem distante da verdadeira realidade numa rede social. Mas em tom de confissão, assim que notei algum burburinho face a algumas decisões da prozis, algo despertou a minha atenção e nem precisei que um lado de alcoviteira que possa haver escondido em mim viesse ao de cima. Lidando com vários atletas que representam a marca ou que têm contratos, rapidamente me apercebi de algum receio por eventuais decisões futuras da prozis relativas á continuidade do mesmo, ou eventuais reduções naquilo que seria o apoio deles que, para muito boa gente, se refletia como sua única fonte de rendimento. Associar a imagem do José Castelo Branco a uma marca que inicialmente se fixou no mercado como uma empresa de venda de suplementação foi sem dúvida um movimento ousado, pois não vejo na verdade o que é que o cu tem a ver com as calças e note-se que por cu, não me refiro a nenhuma das partes envolvidas, é apenas uma expressão. Mas recordo-vos que outrora foram tomadas decisões ousadas, arriscadas que poderiam apresentar um grande risco para a empresa. Não sabemos efetivamente o que resultou de cada uma delas, mas a prozis tem crescido, o que significa que algo está a ser bem feito. A decisão de ter apenas os seus produtos foi uma dessas decisões que acredito que tenha colocado algum receio na cabeça da gestão ( ou então não, mera especulação).


A prozis é uma empresa evoluída que neste momento procura expansão, como é a ordem natural de tudo que cresce e vejo-os a desviarem-se do mercado que outrora os ajudou a construir. Mas será isso alvo de critica ou efetivamente mau? Do ponto de vista emocional, quem está ligado à empresa e depende dela, verá isso como uma "afronta ao culturismo" ( o que se compreende). Mas se formos racionais, a prozis nunca me pareceu de todo uma empresa que tivesse como missão ajudar a expandir o mundo fitness/competitivo. Não é ai que estão as massas. Apenas se usa a montra, que neste caso são os atletas, como forma de promover a marca. Se houvesse efetivamente uma preocupação com o crescimento do mundo da competição teria havido com certeza outro tipo de formulação de produtos por exemplo e outras coisas poderiam ter sido feitas em ordem de promover esse mundo. Está isso errado? Não há certo ou errado, há o que é certo ou errado para nós. Como empresa, têm feito um excelente trabalho, trabalho esse que admiro e o qual estudei bastante. Há algum "desvio moral" quando vemos atletas profissionais serem "descartados"? Será uma reposta pessoal, mas confesso que não partilho dessa opinião. Estão a fazer o que sempre fizeram, colocar interesses financeiros á frente de qualquer moralidade ética que possa estar vinculada com o verdadeiro atleta. E não me interpretem mal, a prozis fez mais pelos atletas do que qualquer uma outra empresa e trouxe várias oportunidades/facilidades, mas seria ingénuo pensar que estariam a fazer isso para o bem do atleta. Acções corretas por motivos errados errados, continuam a ter a sua validação, mas quando se deixa de servir os interesses de uma das partes, é hora de dizer Adeus. Em tom de confissão todos nos vendemos até certo ponto. Muitos dos atletas que conheço, que são patrocinados ou que representam a marca, não acreditam efetivamente no valor dos suplementos que dizem usar e estará isso errado?? Mais uma vez, o errado e o certo é um conceito pessoal. Vejo pessoas que criticam essa postura, mas se tivessem a possibilidade de fazer dinheiro dessa forma, rapidamente mudariam de posto. Acaba por ser o que vai na mente de qualquer pessoa que hoje em dia começa a jornada para competir. A possibilidade de ter um patrocínio, viver dele, tirar umas boas fotos, desfilando um corpo definido, musculado, ostentando saúde, boa forma e uma vida quase perfeita,paira na cabeça de muitos e essas mesmas pessoas, se tivessem a oportunidade de vender a sua imagem pelo cupão, não pensariam 2 x. Em tempos fui muito critico com essa postura, hoje em dia não. Cada sabe de si e somos seres livres para decidir e fazer o que acharmos ser melhor para nós e para os nossos. Não se pode é agora cuspir no prato de onde se comeu muito tempo. E em vez de verem os contratos rescindidos como algo mau, vejam-no como uma oportunidade de crescimento. Poderão abraçar a ideia por exemplo de, serem as pessoas que criam os cupões, em vez de serem as pessoas que os recebem. Poderão ver a possibilidade de criar efetivamente algo com valor substancial, usar a plataforma que têm para realmente fazer a diferença. Tudo é uma questão de perspectiva, a lente que usamos para ver o mundo, vai determinar o que retiramos dele.






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