insulina, diabetes e exercício físico continuação

De que forma o exercício físico tem impacto na diabetes?


Vai depender do tipo de diabetes que se está a falar.

Na diabetes tipo 1, o exercício acaba por ter as vantagens que tem em qualquer pessoa excepto no controlo da glicemia. O estudos que há, não parem sem conclusivos a isso, mas a maioria aponta para uma acção ineficaz nesse controlo, ao contrário da diabetes do tipo 2.

Contudo, olhando para a tríade dieta/treino/insulina eu acredito que sim, que há benefícios. Os únicos dados que me permitem fazer esta afirmação são justamente os de trabalhar com algumas pessoas nesta situação e tenho visto claras melhorias a todos os níveis, inclusive na redução de insulina usada. Quando há um controlo a todos os níveis, a pessoa só tem a beneficiar, tendo em conta que há que haver uma experiência da pessoa treinada em ajustar as doses de insulina ou em ingerir hidratos de absorção rápida quando necessário.


As vantagens do exercício físico nos diabéticos são:


- redução do peso

- redução da resistência à insulina

- melhora da sensibilidade periférica aos efeitos da insulina, e por isso menor necessidade de insulina

- controlo metabólico

- melhora do perfil lipídico

- melhor da hipertensão



Riscos associados ao exercício no diabético


- hipoglicemia

- descompensção metabólica

-lesões das partes moles

-riscos relacionados com neuropatia diabética

-riscos relacionados com nefropatia diabética



Hipoglicemia tardia. Há uma possibilidade de hipoglicemia tardia, após o exercício físico mais frequente entre as 4 e a 6 horas seguintes ao esforço. Usualmente os diabéticos usam insulina rápida e insulina de ação longa. Esta ultima deveria prevenir estas situações mas nem sempre acontece. Há que ter muita cautela na prescrição seja de treino, seja alimentar, em pessoas com esta patologia. O feedback constante deve ser uma realidade, assim como um contacto com o médico para que as doses de insulina sejam ajustadas à medida que se fazem ajustes nas diferentes variáveis. A regularidade dos estímulos tanto de treino como de dieta serão o melhor aliado para perceber quando há crises de hipoglicemia e como ajustar insulina/quantidade de carbs.


Descompensação metabólica


"A cetoacidose diabética é mais comum nos pacientes com diabetes melito tipo 1 e ocorre quando as concentrações de insulina são insuficientes para suprir as necessidades metabólicas básicas do organismo. É a primeira manifestação de diabetes melito tipo 1 em uma minoria dos pacientes. A deficiência de insulina pode ser absoluta (p. ex., durante lapsos de administração de insulina exógena) ou relativa (p. ex., quando as doses usuais de insulina não suprem as necessidades metabólicas durante estresse fisiológico).


A presença de cetonúria mesmo em baixo grau, obriga a adiar a sessão de treino, visto que o treino por si só tem um efeito hiperglicemico, e em casos de diabetes do tipo 1, a insulina é escassa ou nula, ao fazer exercicio físico agrava a situação. Daqui podem decorrer vários problemas.

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