Autoreflexão

Atualizado: 14 de Out de 2020





Hoje vou abrir-me para vocês. Nos últimos anos da minha vida ( 2 para ser mais preciso), iniciei uma busca pela procura da acumulação de riqueza. É um tema desconfortável para algumas pessoas, e ainda há muito preconceito em relação a isso.

Pessoalmente, não vejo nada de errado com esse tema e acho que se deveria falar mais. Não há mal nenhum em querer aumentar a qualidade de vida, poder ter mais experiências, poder usufruir o melhor que há deste mundo. Tudo isso é legítimo. Tal vontade, levou-me a várias experiências na minha vida nestes últimos anos. Tendo aberto algumas empresas, em ramos que pouco ou nada tinham a ver comigo e que em nada, poderia dar o meu contributo. Houve muitas dores de cabeça, muito desespero, muito dinheiro perdido. Momentos bons, momentos maus. E está tudo bem. Tudo isso faz parte de qualquer jornada em que embarquemos. Não me arrependo de nada que tenha decidido, que tenha feito. Retirei bastantes lições destes últimos anos que aprecio hoje com bastante regozijo.

O preço mais alto que paguei foi o ter-me afastado de mim mesmo. Procurando mentores, comportando-me de forma diferente, vestindo várias máscaras, que acabaram por me afastar daquilo que é a minha essência. Afastaram-me do meu bem estar físico, afastaram-me da minha evolução espiritual e acabei por afastar-me da minha grande paixão que é o culturismo. Se passar por isto tudo era o que era necessário para dar valor, pois muito bem, que assim seja. Não há arrependimentos, apenas constatação de factos. O problema aqui não residiu na minha vontade em criar património ou liberdade financeira. Residiu sim no método. As minhas perguntas eram: “ Como posso fazer mais dinheiro?”.

A resposta estava sempre ali ao meu lado. Deixei-me levar pelo MARKETING, pelas VENDAS, por mentores, por estratégias de expansão que não podiam ser mais incoerentes. E com tudo isso, havia algo em mim que dizia: “ Este não é o caminho!”, “este não és tu!”. “repensa.”

Como a minha cabeça não para, dei voltas e mais voltas e testava diferentes abordagens ate poder escutar um: “ É exatamente este o caminho”


O “problema” não estava no objectivo ou na minha vontade, mas sim no método usado. Nas perguntas que fazia a mim mesmo.


Pois bem, olhando para o meu percurso enquanto treinador, o meu acompanhamento online tem crescido exponencialmente e tal se deve justamente à pergunta que eu faço, quando penso nesta área, que é: “ Como posso eu aportar realmente valor a esta gente? Como posso eu ajudar estas pessoas verdadeiramente”. Embora as pessoas só possam ser ajudadas quando o permitem, a verdade é que essa mudança de pensamento ou formulação da pergunta, tem-me feito crescer enquanto profissional. Ontem, após 17 horas seguidas de trabalho, apercebi-me que embora estivesse completamente estafado, havia algo de muito certo ali. Uma sensação de realização e de claridade mental atravessou a minha cabeça.


“isto está certo! È justamente este o caminho”. Tenho “lutado” para tornar o meu acompanhamento cada vez mais efetivo, mais próximo das pessoas, tenho respondido de forma eficaz à pergunta: - Como posso eu ajudar estas pessoas? Como eu posso melhorar o meu serviço! A voz que queria escutar, fala-me nestas alturas. “-Este é o caminho”, “keep up!”

Tenho desviado a minha tenção para diferentes caminhos e possibilidades, quando tenho tudo debaixo do meu nariz.


Sinto, quando estou de volta dos meus pupilos, que estou realmente a fazer a diferença na vida dessas pessoas. É nessa vontade que tenho depositado os meus últimos 12 anos de leitura, viagens, busca, preocupação, emoção e pensamento. Não há porque seguir outro rumo, se este me faz sentir bem. “If is not broken, do not fix it.”


Não há nenhuma lição a retirar daqui, a não ser que isto te diga algo ou te faça pensar em algo que se reflete na tua vida. A busca pela evolução é comum a todos nós. Alguns são mais obcecados com essa busca que outros. Não há nada de errado nisso. Isto é apenas uma autorreflexão como qualquer outra que escrevo.

Tudo que fazemos, deixa-nos uma vibração que devemos escutar. Vibração, instinto. Quando saímos da agitação, podemos escutar melhor. “Faz o que está certo e o que procuras virá até ti”

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