ABC DOS ANABOLIZANTES

Atualizado: 18 de Dez de 2020




Antes de escrever mais um artigo sobre este tema, recordo para os demais que tal escrita não se concretiza com o propósito de promover o uso de anabolizantes. Como referi já varias vezes, isso é algo que deve ser decidido única e exclusivamente por cada um. Cada pessoa deve fazer a sua escolha ou tomar a sua decisão com base em informação credível e é justamente isso que eu tento passar aqui. Além da minha experiência como usuário, toda a a informação colocada aqui é fruto de pesquisa/estudo da minha parte e como tal não irei acrescentar nada que não esteja já disponível na literatura conhecida. Fazer uma breve referência também às pessoas que, de alguma forma, seja por questão de ignorância, seja por uma questão de poucos valores ou respeito pelo próximo, não deverão julgar quem por sua própria vontade decide seguir um caminho diferente do seu. Somo seres com livre arbítrio, e se temos uma cabecinha, dentro dos muitos usos que pode ter, um deles é poder pensar. A nossa liberdade termina quando invade a liberdade do próximo.


Não vos vou falar da história dos anabolizantes, nem quando surgiram, isso é algo que facilmente irão encontrar com qualquer pesquisa no Google. Vou-vos sim falar em primeira instancia, como eles podem ser detetados em controlos anti-doping, visto que fizeram e têm vindo a fazer parte do mundo desportivo em geral, em especial o de alta competição.

Embora a meia vida de cada composto varie e possa de alguma forma se possivel ludibriar o teste quando conhecidas as datas, a verdade é que há marcadores que se mantêm ainda durante algum tempo, mesmo depois de a substância ter saído do corpo.


São eles:


hematrócito ( quantidade de hemoglobina aumenta)

chama-se a essa processo eritrocitose e neste caso considerada eritrocitose secundária, sendo a causa o uso de testosterona ou derivados de, que aumentar a produção de eritropoietina que por sua vez estimula a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos.


As transaminases ( ALT-SGPT/AST-SGOT)

Com estes marcadores consegue-se analisar se há hepatoxicidade, mas será importante referir que o atleta que por si só já tiver uma rotina de treino intensa, terá à partida, estes valores alterados. Pois as enzimas criadas da degradação muscular ( durante o treino) irão parar a corrente sanguínea.


HDL/LDL a biossintese destas lipoproteinas de alta e baixa densidade é afetada pelo uso de anabolizantes.

Geralmente o perfil lipidico encontrado é um HDL baixo e um LDL alto.


Factores de coagulação, avaliados pelos marcadores INP e APTT que aumentam quando o fígado está sob stress.


LH e FSH


Estes marcadores, com o uso de anabolizantes, acabam por ser nulos. Pois o hipotálamo e a glândula piturária fecham a produção essas 2 hormonas quando detectam a presença de testosterona exógena, ou na realidade quando deteta valores altos de testosterona. Chama-se a isso mecanismo de feedback negativo.


Testosterona livre e total


Estes marcadores estarão aumentando quando houver uso de testosterona ou de derivados dela.


Somatomedina C


Este marcador será para detetar a quantidade de igf 1 que pode indicar o uso de hormona de crescimento.

Este teste teria que ser feito 2 horas apos a administração da hormona para se fiável. É uma forma também de detetar se a hormona que se está a usar é verdadeira ou não.



Classes de anabolizantes


Testosterona

sustenon

enatato

cipionato

propionato

testosterona em suspensão


17 alkylated androgenic -anabolic steroids

oxandrolona

oxymetalona

stanozolol

fluoximesterona

trembolona metilico

Metandienona


derivados de DHT - dihidrotestosterona

oxandrolona

stanozolol

methenolone ( primobolan)

masteron

proviron


19nortestoterona

nandrolon na versão rápida ou lenta ( fenilproprionato e decanoato)

trembolona ( suspensão, acetato, enatato, hexahidrobenzilcarbonato)


Outros derivados da testosterona

boldenona



Portanto de uma forma resumida, temos anabolizantes que são testosterona ou derivados da testosterona. Que por sua vez têm diferentes esteres, isso remete para o tempo em que permanecem no corpo, sendo a versão em suspensão a mais rápida e a versão enatato a mais lenta ( a sair do corpo).

A testosterona sendo a principal hormona usada num ciclo tem efeitos hipertróficos devido á sua capacidade de retenção de água e eletrólitos dentro do músculo, ( o que se deve á subida da aldosterona), tal cria um efeito anabólico que permite assimiliar e sintetizar proteina animal. Tem um rácio anabólico:androgénico de 1:1 e é usada como comparação para as demais substancias em ordem de perceber o efeito delas no corpo.

Falamos de anabolismo quando queremos descrever acções metabolicas que levam a construção de massa muscular, e falamos de índice androgénico quando falamos do desenvolvimento daquilo que são as características sexuais secundárias de um homem e perda de massa gorda. Portanto quanto mais androgénica for uma substância, mais efeitos secundários vai ter.


A testosterona por sua vez pode converter-se em estradiol ( hormona predominantemente feminina), pode converter-se em DHT (dihidrotestosterona ), pode ligar-se a uma proteina chamada SHBG, pode ligar-se a outra proteina chamada albumina ou pode circular sobre forma de testosterona livre.


A conversão da testosterona para estradiol ou para DHT em valores acima do que são os intervalos considerados normais irão trazer efeitos secundários indesejados. Para mais informação, pesquisa sobre tais efeitos.


Tanto O DHT como o estradiol querem-se em valores estáveis e dentro do intervalo de referência.

problemas como acne, perda de libido, insónia, variações graves de humor, melancolia. Valores reduzidos são tão prejudiciais como valores aumentados. Daí que a utilização de medicamentos inibidores da enzima 5a redutase no caso do DHT ou de anti aromatizastes no caso do estradiol parecem ser um solução que trará mais problemas ainda. Daí a importância de se perceber que tudo que fazemos tem um ou mais resultados finais, resultados esses que tentamos ao máximo controlar mas que se torna algo difícil inclusivé para o profissional de saúde.


Em conversa com um profissional do Brasil que faz este tipo de trabalho ( medicina desportiva, anti aging, modelação hormonal), apercebi-me que ele mesmo e por consquente a classe médica, actuam de uma forma que se assemelha aquilo que eu faço na parte nutricional e de treino dos meus clientes. Usamos intuição e conhecimento para solucionar determinado problema e esperamos para ver a reação do corpo. Tal reação levará tempo a manifestar-se e dar-nos-á um feedback a respeito de que o que fizemos foi ou não bem feito.

E no tema da regulação hormonal, eles próprios actuam desse modo. Dai haver um importância fundamental no acompanhamento médico. Vocês irão ver pessoas cuja a genética lhes permite aguentar ou não sentir efeitos secundários, ou pelo menos de forma tão expressiva, mas tal não significa que seja a realidade de todos. A ajuda médica neste sentido é algo raro ainda em Portugal, algo que eu não só pretendo que se altere, como estou a fazer a minha parte para o concretizar. Há pessoas que são iludidas sobre a forma como os anabolizantes actuam no corpo, mas deixem-me que vos esclareça alguns factos:


  • ha pessoas que nunca tomaram absolutamente nada e apresentam uma evoluçã física mais evidenciada que o usuário comum de anabolizantes

  • ha pessoas que têm uma genética e neste caso receptores específicos para tirar o melhor partido da quimica, mas ha outros tantos que não.

  • há pessoas que com a devida rotina de treino e dieta, conseguem resultados fantásticos, ha outras pessoas que conseguem resultados medianos quando comparados com os anteriores.

  • ha pessoas que, embora não tenham grande cuidado com a dieta, apresentam resultados bons ( será uma minoria, mas existem) e outras pessoas que têm que se esforçar 10 x mais para atingir um fisico seco ( por exemplo)

  • há pessoas que toleram bem os anabolizantes sem apresentar efeitos secundários muito pronunciados

  • há pessoas que com uma dose terapêutica apresentam um mal estar fisico e mental brutal

Então, para não ficar aqui o dia todo, percebam que cada um veio ao mundo equipado com um material genético, receptores e tolerância diferentes. Achar que a quimica vai alterar isso será um erro, se és um indivíduo que já tem poucos ou nenhuns resultados de forma natural podes acreditar em mim, eles continuaram a ser poucos ou nenhuns com anabolizantes e arrisca-te a experimentar efeitos secundários.

No entanto se o motivo pelo qual o teu corpo nao responde se prende com razoes hormonais ( défice de testosterona por exemplo) nesse caso não deverias procurar o primeiro Zé que te venda isso mas sim procurar aconselhamento médico. O teu médico de família provavelmente vai-te mandar dar uma volta. Mas já há neste momento alguns médicos em Portugal a fazer esse trabalho e pude recentemente associar à minha equipa uma pessoa que trabalha nesse âmbito também.


Antes de darem qualquer passo, informem-se bem, estudem e procurem saber mais. O meu papel tem sido o de educar da forma mais responsável possivel colocando tudo o que sei a respeito do tema. E tenho várias histórias para vos contar a respeito. As próximas publicações serão justamente escritas com esse intuito, onde misturo um pouco de ciência e um pouco de experiência pessoal. Irei falar-vos também especificamente sobre cada uma das substancias que se conhecem.


Ate já






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